sexta-feira, 13, fevereiro, 2026

Impasse territorial entre Feira e São Gonçalo permanece sem decisão

 

O processo de divisão territorial entre Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos, que envolve comunidades do Parque Viver e Jardim Aliança, ainda está sem conclusão pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). A cobrança foi feita por parlamentares na sessão desta terça, 26, os quais mencionara a existência de um projeto, “parado desde 2017”, que regulariza o limite entre os municípios.

 

Sete anos depois, moradores das localidades envolvidas na polêmica ainda sofrem para ter acesso aos serviços públicos, como iluminação e limpeza.

 

“As pessoas vivem em meio à negação do básico da cidadania”, disse o vereador Jhonatas Monteiro (PSOL).

 

O parlamentar lembra que as questões envolvendo a divisão territorial entre Feira de Santana e São Gonçalo tiveram início há décadas, quando a Princesa do Sertão se expandiu para a região. Embora as comunidades de Parque Viver e Jardim Aliança integrem o município vizinho, de acordo com a redefinição de limites territoriais fundamentada na Lei 12.057/11, moradores dizem que desejam que a área passe a integrar Feira de Santana “pelo sentimento de pertencimento”.

 

A situação, de acordo com Jhonatas já foi alvo de diversos levantamentos e estudos, no entanto, após chegar à ALBA, o processo ”nunca mais voltou para a luz do dia”.

 

Já o vereador Galeguinho (UB) disse que participou da construção de empreendimentos residenciais na região e que, na época, os impostos foram pagos ao município de São Gonçalo. Galeguinho diz ainda que o território pertence àquele Município, porém, cerca de 90% dos moradores são feirenses, trabalham ou estudam em Feira de Santana, motivo do impasse.

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