O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi submetido, na manhã desta quinta-feira (12), a um procedimento cirúrgico no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para complementar a drenagem de uma hemorragia intracraniana. Segundo o cardiologista Roberto Kalil Filho, Lula está “neurologicamente perfeito” e apto para exercer qualquer atividade, embora tenha sido recomendado que ele não trabalhe enquanto permanece internado.
A cirurgia, que durou cerca de uma hora, foi realizada para embolização da artéria meníngea média, um procedimento minimamente invasivo que bloqueia o fluxo sanguíneo em áreas específicas do cérebro. Após o procedimento, Lula já estava acordado e conversando. Ele permanece na UTI, sem previsão de transferência para o quarto.
Os médicos que acompanharam o caso, incluindo Ana Helena Germoglio, Rogério Tuma, Marcos Stavale e José Guilherme Caldas, participaram de uma coletiva de imprensa ao lado de Kalil Filho para explicar o quadro clínico do presidente.
Histórico do caso
Lula foi transferido para São Paulo após sentir dores de cabeça na segunda-feira (9). Exames realizados no hospital em Brasília detectaram uma hemorragia intracraniana decorrente de uma queda sofrida em 19 de outubro. Na ocasião, ele caiu no banheiro do Palácio da Alvorada enquanto cortava as unhas, bateu a cabeça e teve traumatismo craniano, com pequeno sangramento no cérebro.
Antes da nova intervenção, o presidente passou por um procedimento de trepanação para aliviar a hemorragia e vinha apresentando boa recuperação, tendo recebido visitas de familiares na quarta-feira (11).
O acompanhamento médico segue constante, e Lula continua sob cuidados na UTI e a previsão de alta se mantém na próxima semana.


