sexta-feira, 10, abril, 2026

Legado negativo de Colbert Filho

O prefeito de Feira de Santana que vai deixar o cargo em poucos dias, vai entrar para a história da política local como um dos mais impopulares – se não o mais – a ocupar o Paço Municipal Maria Quitéria nas últimas três décadas.

De acordo com uma das últimas pesquisas de opinião divulgada pelo jornal A Tarde, a gestão de Colbert Filho não era boa para cerca de 80% dos entrevistados. O ponto negativo para os números é que foram divulgados em período eleitoral.

Mas a impopularidade do prefeito pode ser sentida e ouvida nas ruas. Onde tiver um grupo falando da política local, as opiniões praticamente são as mesmas com relação ao péssimo desempenho do gestor.

A rejeição recorde igualou – ou rebaixou – a atual administração aos períodos quando o município foi comandado pelos ex-prefeitos Claiton Mascarenhas e Tarcízio Pimenta, ambos avaliados negativamente pelos feirenses, a ponto de não conseguirem a reeleição. Foram derrotados por Zé Ronaldo.

Aliás, os dois ex citados acima não mais se destacaram na política, Mascarenhas não mais se candidatou e Pimenta sequer conseguiu eleger a mulher dele a vereadora na eleição de 20. Uma decepção que não foi repetida neste ano.

Colbert, dono de um ativo político altamente questionável devido a uma gestão dona de altos índices de reprovação, pretende se candidatar a deputado federal em 2026. Deve contar com a propalada falta de memória do eleitorado. Mas vai ser difícil coletivamente esquecer os seis anos em que esteve à frente do município.

 

Dividas e mais dívidas

As comentadas dívidas da gestão que está deixando a Prefeitura de Feira de Santana, se confirmadas, são a dita herança maldita deixada para que quem vai substituir quem sai, pagá-la. Se verdadeira, as contas não honradas por Colbert Filho são das mais robustas.

Há boatos que existem pendências com as cooperativas que prestam serviços ao município, com as empresas que administram policlínicas e UPA. Mais com a Sustentare, que coleta o lixo domiciliar, que entrou em lockout na sexta-feira passada.

Médicos passam meses sem ver a cor do dinheiro. Funcionários menos graduados também sofrem com o descaso da administração municipal. Outro débito com muitos dígitos, afirmam, é com as empresas que fazem o transporte coletivo urbano.

São compromissos, que somam dezenas de milhões de reais, que parece ser deliberadamente deixados para que sejam honrados na próxima gestão. A montanha de dinheiro, não inviabiliza o trabalho de quem entra, mas gera dificuldades.

Compreensivelmente, os proprietários e diretores destas empresas entram em desespero por não saber qual o futuro a curto prazo dos seus negócios, por não terem dinheiro em caixa para honrar seus compromissos, principalmente com seus funcionários.

Sabem que poderão enfrentar problemas na justiça do trabalho, com a certeza de que serão condenados em todas as ações impetradas pelos trabalhadores. 

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