sexta-feira, 10, abril, 2026

“Discussão antecipada”, diz Lídice sobre chapa petista de 2026

A declaração do senador Jaques Wagner (PT) de que é possível a construção de uma chapa ‘puro-sangue’ petista para as eleições estaduais de 2026, em entrevista ao A TARDE, repercute na base governista. Nesta segunda-feira, 6, a deputada federal Lídice da Mata (PSB) considerou a discussão “antecipada”.

Lídice, que esteve em agenda com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), no bairro de Nazaré, em Salvador, afirmou que o momento é de construção de projeto de governo, mas diz compreender a posição do senador petista.

“Eu acho que essa discussão de chapa está bastante antecipada. Acho que é mais importante neste momento nós construirmos a vitória, o projeto do governo, mas acho que o governador Jaques Wagner, como grande líder da Bahia que é, tem todo o direito de apresentar a sua proposta”, afirmou a parlamentar.

“Eu tenho confiança que todos os partidos sejam contemplados nesse processo”, finalizou Lídice, que é presidente estadual do PSB.

A investigação sobre a participação de coronéis do Exército na tentativa de golpe que culminou nos atos do 8 de janeiro de 2022 ficará a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo decisão manifestada nesta segunda-feira, 6, pela Justiça Militar da União (JMU).

“Não há que se falar em crime de competência da Justiça Militar da União”, justificou o tribunal militar, ao remeter o inquérito ao STF, pelo seu caráter civil. Cabe à JMU julgar crimes militares previstos no Código Penal Militar.

De acordo com o inquérito, quatro coronéis do Exército teriam elaborado, em novembro de 2022, a chamada Carta dos Oficiais Superiores ao Comandante do Exército Brasileiro, com o objetivo de pressionar o general Freire Gomes, então comandante da força, a aderir à tentativa de golpe, posteriormente frustrada.

Os quatro suspeitos de autoria da carta são os coronéis da ativa Alexandre Castilho Bitencourt da Silva e Anderson Lima de Moura e os coronéis da reserva Carlos Giovani Delevati Pasini e José Otávio Machado Rezo.

No fim do ano passado, o Exército relatou indícios de crime militar na referida carta, com críticas indevidas e incitação à indisciplina.

Também no final de 2024, alguns desses militares foram indiciados pela Polícia Federal no inquérito do golpe de Estado.

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