sexta-feira, 10, abril, 2026

Com início do tarifaço de Trump, governo reage por solução para o aço

 

O governo esperou entrar em vigor a taxação de 25% sobre o aço brasileiro para emitir uma posição sobre o assunto. Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) lamentaram a decisão, que qualificaram como “equivocada” e “injustificável”.

“Em defesa das empresas e dos trabalhadores brasileiros e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo brasileiro considera injustificável e equivocada a imposição de barreiras unilaterais que afetam o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos, principalmente pelo histórico de cooperação e integração econômica entre os dois países”, dizem os ministérios na nota.

O documento destaca dados do próprio governo norte-americano, mostrando que os Estados Unidos mantêm um superavit comercial “de longa data” com o Brasil, que em 2024 chegou a US$ 7 bilhões, somente em bens. No caso do aço, ressalta o documento, as indústrias do Brasil e dos Estados Unidos mantêm, há décadas, “relação de complementaridade mutuamente benéfica”, lembrando que o país é o terceiro maior importador de carvão siderúrgico dos EUA (US$ 1,2 bilhão) e o maior exportador de aço semiacabado para aquele país (US$ 2,2 bilhões, 60% do total das importações dos EUA).

“À luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras, o governo do Brasil buscará, em coordenação com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos. Em reuniões já previstas para as próximas semanas, avaliará todas as possibilidades de ação no campo do comércio exterior, com vistas a contrarrestar os efeitos nocivos das medidas norte-americanas, bem como defender os legítimos interesses nacionais, inclusive junto à Organização Mundial do Comércio”, conclui a nota.

 

OMC

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