O banqueiro Daniel Vorcaro, de 42 anos, decidiu suspender, ao menos por enquanto, a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada. A mudança de estratégia ocorre em meio a negociações discretas que seguem acontecendo nos bastidores do caso, segundo informações divulgadas pela TMC.
Mesmo com especulações de que poderia deixar o processo, o advogado Roberto Podval continuará à frente da defesa do empresário. Nos últimos dias, a equipe jurídica passou por ajustes: o criminalista Pierpaolo Bottini deixou o caso, enquanto José Luis de Oliveira Lima, que havia sido chamado para conduzir as tratativas relacionadas à delação, agora deve atuar de forma mais discreta.
A nova estratégia da defesa é ganhar tempo. Nos bastidores, a expectativa é tentar provocar um empate em uma eventual votação na Supremo Tribunal Federal, mais especificamente na Segunda Turma da Corte. Caso isso aconteça, o resultado poderia favorecer o banqueiro no andamento do processo.
O assunto já ultrapassou os limites jurídicos e passou a circular também nos bastidores políticos de Brasília. Pessoas próximas às discussões afirmam que há um movimento para reduzir tensões em torno do caso enquanto as negociações seguem em ritmo cauteloso.
Outro ponto que entrou na equação envolve decisões recentes do ministro Alexandre de Moraes. Avaliações internas apontam que medidas do magistrado poderiam abrir caminho para uma eventual prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, cenário que, nos bastidores, também poderia influenciar o desfecho envolvendo Vorcaro.


