Um ataque com míssil quase atingiu em cheio uma equipe de televisão durante uma transmissão ao vivo no sul do Líbano. O jornalista britânico Steve Sweeney, da emissora estatal russa RT, escapou por segundos porque o artefato explodiu a poucos passos de sua posição enquanto ele gravava uma entrada ao vivo.
A explosão, capturada pelas lentes do cinegrafista Ali Rida, jogou a equipe no chão e causou ferimentos leves em ambos os profissionais. A emissora russa confirmou que seus funcionários usavam coletes e capacetes com a identificação clara da palavra “Press” (Imprensa) no momento do ocorrido. O cinegrafista acusou Israel de ter realizado um ataque deliberado contra a equipe, uma vez que a credencial da imprensa deveria ser claramente visível para as forças militares na região.
O governo israelense não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Desde a semana passada, Israel intensificou os ataques no sul do Líbano e em Beirute, afirmando mirar infraestruturas e integrantes do Hezbollah, grupo libanês financiado pelo Irã. O conflito se insere na guerra mais ampla entre Israel e Irã, que envolve trocas de mísseis e drones contra territórios estratégicos.
Segundo autoridades libanesas, o saldo dos bombardeios israelenses já ultrapassa 960 mortos, a maioria civis, desde o início das hostilidades. O ataque à equipe da RT reacende o debate sobre a segurança de jornalistas em zonas de conflito — um cenário onde coletes à prova de balas e capacetes, por si só, já não garantem mais a proteção necessária contra ataques deliberados ou fogo cruzado.


