sexta-feira, 10, abril, 2026

Reserva não garante salário a PM preso por feminicídio em São Paulo

 

A transferência para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, não implica no recebimento de salário após sua prisão preventiva, em 18 de março. A informação foi reforçada em nota oficial encaminhada ao Correio, na qual a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirma que os vencimentos do militar estão suspensos desde a data da detenção.

A manifestação busca afastar interpretações de que o oficial teria sido beneficiado com uma “aposentadoria integral” ou manutenção de remuneração após deixar a ativa. Segundo a pasta, embora a passagem para a reserva seja um direito previsto em lei, isso não se traduz, neste caso, em pagamento de proventos, já que houve suspensão imediata após a prisão.

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Geraldo Leite Rosa Neto foi preso por determinação da Justiça Militar sob acusação de feminicídio e fraude processual. Ele é investigado pela morte da mulher, a policial militar Gisele Alves Santana, ocorrida em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, na região do Brás, centro da capital paulista. A vítima foi atingida por um disparo na cabeça.

Inicialmente, o tenente-coronel afirmou que se tratava de suicídio, versão que passou a ser contestada após a análise de laudos periciais. Os exames apontaram inconsistências no relato, o que levou à reclassificação do caso como homicídio.

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