O Tribunal Superior Eleitoral deve oficializar nesta terça-feira (14), em sessão marcada para as 19h, a escolha do ministro Kassio Nunes Marques como novo presidente da Corte. A votação é considerada simbólica, já que a definição segue o critério de antiguidade entre ministros do Supremo Tribunal Federal.
Atual vice-presidente do TSE, Nunes Marques assumirá o comando após o fim do mandato da ministra Cármen Lúcia, previsto para o final de maio. Com isso, o ministro André Mendonça passará a ocupar a vice-presidência.
A saída antecipada de Cármen Lúcia, que poderia permanecer até agosto, foi articulada para facilitar a transição antes do período eleitoral. Ela deve se dedicar integralmente às atividades no STF. Com a vaga aberta, o ministro Dias Toffoli deve assumir como membro efetivo da Corte eleitoral.
A futura gestão de Nunes Marques ocorre em um cenário político sensível. Indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ele chega ao comando do TSE sob expectativa de diálogo com setores da direita, ao mesmo tempo em que já defendeu publicamente a confiabilidade das urnas eletrônicas.
Entre os principais desafios estão a pressão política, sobretudo em meio a críticas recorrentes ao sistema eleitoral, e a necessidade de manter a imagem de neutralidade da Justiça Eleitoral em um ambiente de polarização.
Natural de Teresina (PI), Nunes Marques tem 53 anos e integra o STF desde 2020. Antes disso, atuou como desembargador do TRF-1, além de ter carreira como advogado e experiência na Justiça Eleitoral.


