Por Batista Cruz
Pesquisa eleitoral divulgada pela Quest mostra o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto numericamente à frente do governador Jerônimo Rodrigues, nos dois turnos de votação, na corrida ao Palácio de Ondina, em outubro.
O opositor está à frente na margem de erro: respectivamente 41% a 37%, no primeiro turno, e 41% a 38% na segunda votação, caso aconteça.
Mas, para 51% dos pesquisados o governador merece uma nova chance e continuar à frente do estado e outros 56% aprovam sua gestão. É bem aí que mora o perigo.
O cenário é extremamente diferente de maio de 2022, no levantamento feito pela Genial/Quest, que dava a fatura praticamente fechada para a oposição. Mas o que se viu em outubro foi justamente o contrário.
Naquele mês, segundo a pesquisa, Neto tinha 67% da preferência dos entrevistados, contra apenas 6% de citações a favor de Jerônimo, que ganhou as eleições com estreita margem, mas ganhou.
Os números das pesquisas eleitorais na Bahia têm dois perfis importantes a serem atentamente analisados: onde é aplicado o maior número de questionários: se nas grandes cidades, litorâneas ou nos municípios sertanejos, catingueiros, minúsculos.
Nos grandes centros a oposição sempre tem vantagem. O problema para Neto vem das pequenas e médias cidades, onde o PT atrai o maior número de eleitores que anula a frente conseguida nas litorâneas, principalmente.
Nesta foram ouvidas 1,2 mil pessoas. É importante saber onde os questionários foram aplicados, como foi feita a distribuição. Se estes números representam maioria entre eleitores sertanejos, Jerônimo deve se preocupar. Se não, Neto que se cuide.
São nos pequenos municípios baianos, onde a miséria campeia e a fome é vista a olho nu, onde estão os mais resistentes lulistas que decidem eleições.


