O Ministério da Saúde oficializou a incorporação do teste genético para identificação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi publicada nesta quarta-feira (13) no Diário Oficial da União e prevê que o exame seja disponibilizado na rede pública em até 180 dias.
O teste é utilizado para detectar alterações genéticas associadas ao desenvolvimento hereditário do câncer de mama e de outros tipos de tumor, como o câncer de ovário. Entidades da área da saúde, entre elas a Sociedade Brasileira de Mastologia e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, consideraram a decisão um avanço para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença.
Os genes BRCA1 e BRCA2 ganharam repercussão mundial após a atriz Angelina Jolie revelar que possuía uma mutação genética ligada ao câncer de mama e optar por uma cirurgia preventiva. De acordo com especialistas, entre 5% e 10% dos casos de câncer de mama têm origem hereditária, sendo parte significativa relacionada às mutações nesses genes, que também aumentam o risco para outros tipos de câncer, especialmente o de ovário.



