quarta-feira, 29, abril, 2026

Influenciadores na prisão: veja quais famosos foram parar na cadeia em 2025

 

Ao longo de 2025, diversas ações das autoridades brasileiras resultaram na prisão de figuras conhecidas no ambiente digital.

As investigações, que contaram com o apoio de inteligência policial e análise de redes sociais, apuraram condutas que incluem fraudes financeiras, infrações de trânsito, violência contra a mulher e crimes contra menores de idade.

Crimes financeiros e jogos ilegais

Em outubro, a Polícia Federal prendeu o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, durante a Operação Narco Bet.

 

A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro realizado por meio de plataformas de apostas eletrônicas vinculadas ao tráfico internacional de drogas. O grupo teria movimentado mais de R$ 630 milhões. Na época do caso, a CNN Brasil procurou contato com a defesa do influenciador, mas não obteve retorno.

 

Outro alvo de operações contra jogos ilícitos foi Maurício Martins Junior, o MauMau ZK, preso em flagrante em agosto. Embora a ação visasse a divulgação do “jogo do tigrinho”, ele foi detido por porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada. O espaço também está aberto para uma manifestação do influencer.

 

Gabriel Spalone

Principal alvo da operação é o empresário e influenciador digital Gabriel Spalone, dono das fintechs Dubai Cash e da Next Trading Dubai • Gabriel Spalone/Instagram

Principal alvo da operação é o empresário e influenciador digital Gabriel Spalone, dono das fintechs Dubai Cash e da Next Trading Dubai • Gabriel Spalone/Instagram

Já Gabriel Spalone foi extraditado da Argentina para o Brasil em novembro, após ser acusado de operar um esquema que desviou mais de R$ 146,5 milhões de uma instituição bancária via transferências Pix.

Antes da prisão em Buenos Aires, Spalone chegou a ser detido no Aeroporto Internacional do Panamá, no dia 26 de setembro, por agentes do setor de imigração. No entanto, ele acabou liberado. Ele foi preso no dia seguinte em Buenos Aires.

A defesa de Spalone afirmou na data da prisão que o influenciador nunca havia fugido e que sempre buscou a “verdade real dos fatos”.

 

Infrações de trânsito e condutas perigosas

A prática de manobras arriscadas e o desrespeito às leis de trânsito também motivaram prisões. Gustavo Henrique Ramos Silva, o Meno Kabrinha, foi preso em novembro na “Operação Zero Grau”.

Meno Kabrinha é investigado por promover rachas e direção perigosa, além de não possuir habilitação para conduzir motocicletas. Na época, a reportagem não conseguiu localizar a defesa do influenciador.

O influenciador fitness Tiago Toguro foi detido em janeiro, em Balneário Camboriú, por desacato a agentes de trânsito. Ele foi liberado após assinar um termo de compromisso.

Na data da prisão, o perfil de Toguro nas redes sociais publicou: “Toguro ainda está preso, o motivo estamos tentando entender. Mais tarde postaremos vídeos de toda a cena.”

 

Gato Preto

Já Samuel Sant’Anna da Costa, o Gato Preto, foi preso em dezembro por uma dívida de R$ 57,4 mil em pensão alimentícia.

le também é investigado por tentativa de homicídio após um acidente com um Porsche, onde teria dirigido sob efeito de substâncias e fugido sem prestar socorro.

 

Exploração infantil, violência doméstica e pensão alimentícia

Casos de maior gravidade envolvem acusações de crimes contra a dignidade sexual. Em agosto, Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente conhecido como MC Euro, foram presos preventivamente.

O Ministério Público da Paraíba investiga o casal por tráfico humano e exploração sexual infantil, baseando-se em denúncias sobre a adultização de crianças em seus conteúdos.

 

Capitão Hunter

João Paulo Manoel, o Capitão Hunter, foi preso em outubro sob suspeita de estupro de vulnerável e produção de pornografia infantil. Segundo as investigações, ele utilizava eventos de jogos eletrônicos para atrair vítimas e solicitar imagens íntimas.

Em pronunciamento, a defesa de João Paulo afirmou a inocência do youtuber. “Isso será provado no momento oportuno. Eu ainda não tive acesso aos autos, e é até estranho que alguns áudios e prints tenham vazado indevidamente, sendo que se trata de um processo que corre em segredo de Justiça”, afirmou o advogado do influenciador.

No âmbito da violência doméstica, Thiago Schutz, o “Calvo do Campari”, foi preso em novembro em Salto (SP). Ele foi acusado de lesão corporal e agressão contra a namorada após a vítima recusar relações sexuais.

O influenciador foi liberado em audiência de custódia com medidas protetivas impostas pela Justiça. Dias após a denúncia, o influenciador publicou um vídeo em suas redes em que negou a tentativa de estupro contra a namorada e afirmou que houve agressão mútua.

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