segunda-feira, 25, maio, 2026

Prisões na China após explosão em mina contrastam com impunidade em Mariana e Brumadinho

 

Os executivos do grupo Tongzhou, responsável pela mina de carvão onde uma explosão matou 82 trabalhadores na província de Shanxi, no norte da China, foram presos ainda durante as operações de resgate iniciadas após o acidente ocorrido na sexta-feira (22). As autoridades chinesas também informaram que a empresa já havia sido multada duas vezes no último ano por problemas de segurança e que as investigações iniciais apontaram níveis de monóxido de carbono acima do limite legal dentro da mina.

A equipe de investigação do Conselho Estadual da China afirmou que a mineradora cometeu “atos ilegais graves” e informou que a apuração vai responsabilizar a empresa, a administração local e os órgãos de fiscalização envolvidos no caso. Segundo as autoridades, os responsáveis serão punidos “severamente, conforme a lei”. Ao todo, sete equipes médicas e de resgate, somando 755 pessoas, foram enviadas ao local.

A resposta das autoridades chinesas contrasta com o cenário brasileiro após os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais. Em Brumadinho, o número de mortos chegou a 270 — ou 272, considerando duas vítimas grávidas. Já o desastre de Mariana, ocorrido em 2015, deixou 19 mortos. A barragem era operada pela Samarco, controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton.

Apesar da dimensão das duas tragédias, os executivos das empresas responsáveis seguem sem prisão no Brasil. O rompimento da barragem em Brumadinho provocou destruição ambiental em larga escala e ocorreu pouco mais de três anos após o desastre de Mariana. Segundo as investigações, há provas de que a Vale tinha conhecimento da condição precária das instalações, mas, até hoje, nenhum dirigente da empresa foi preso pelos casos.

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