segunda-feira, 25, maio, 2026

Prefeito de Irará vira alvo de investigação por suposta fraude de quase R$ 2 milhões

 

O prefeito de Irará, Nássara de Chico (MDB), passou a ser alvo de uma denúncia no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) por supostas irregularidades em contratos de manutenção da frota municipal. A representação aponta indícios de superfaturamento, pagamentos sem comprovação documental e utilização de placas incompatíveis com veículos escolares em notas fiscais custeadas com recursos públicos.

Segundo a denúncia protocolada pelo Diretório Municipal do PT, os gastos com peças e serviços de manutenção da frota teriam somado R$ 1,87 milhão ao longo de 2025. Os recursos utilizados seriam oriundos do Fundeb, dos Fundos de Saúde e de Assistência Social, além do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A ação também cita secretários municipais e as empresas GPTV Aliança Soluções Automotivas e Empreendimentos LTDA e Nova Aliança Auto Service LTDA.

Entre os casos apontados na representação, está um pagamento de R$ 34.630,12 realizado em 1º de setembro de 2025 à GPTV com recursos do Fundo Municipal de Saúde. De acordo com os denunciantes, não houve documentação comprobatória correspondente registrada no sistema do e-TCM.

A denúncia também questiona despesas relacionadas à manutenção de ônibus escolares custeadas com recursos do Fundeb. Conforme o documento, notas fiscais apresentaram placas pertencentes a motocicletas, reboques e veículos de passeio. O texto ainda afirma que, entre junho e agosto de 2025, teriam sido pagos mais de R$ 720 mil em serviços e peças considerados suspeitos de superfaturamento.

Segundo a representação, há registros de cobranças de até 214 horas de serviços mecânicos por veículo e de 49 horas para alinhamento de direção de um único ônibus. O documento também relata substituições frequentes de peças mecânicas, como kit de embreagem, bomba d’água, bateria e componentes de suspensão, em intervalos inferiores a 90 dias.

Outro ponto citado envolve compras de peças de ar-condicionado para veículos que, segundo a denúncia, não possuem sistema de climatização. A ação também aponta que, a partir de novembro de 2025, notas fiscais passaram a ser emitidas sem detalhamento dos serviços executados e com cobrança padronizada de horas de serviço para as duas empresas contratadas.

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